terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
domingo, 7 de Fevereiro de 2010
sábado, 6 de Fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Ultra é o 9º álbum dos Depeche Mode
O comentário do Rogério ao ultimo post foi a pedra de toque.
Há quem facilmente se identifique como “ultra-qualquer coisa” o ultra está na moda, ser ultra é chique e é bom para o ego.
No ano passado quando estive em Paris tive a oportunidade de estar à conversa com alguns “ultras” do Paris Brest Paris.(PBP = Paris Brest Paris. Curiosamente um evento de ciclo-turistas, não deixa de ser engraçado...) Surpresa, não são moços agressivos ou snobs na forma como andam de bicicleta… Sabem uma coisa, ou melhor, muitas coisas uma delas é que pedalar 1200 kms é um projecto com muitos componentes e muito know how. Há que ter calma para lá chegar… o facto da idade media andar nos 55 anos também deve querer dizer algo... e sim, param para fazer o necessário para lá chegaram mais ou menos bem dispostos.
Uma das coisas que o Rogério referia é que não é fanático pela velocidade… Quem se mete nestas coisas também não o é. Os “pépes rápidos” escolhem coisas onde a gloria está mais perto e passado umas semanas sempre tentar de novo. Provavelmente se quisesse andar depressa também não seria capaz, mas isso é outra conversa ;-)... e claro há sempre a hipótese das Voltas à Eslovénia, RAAM`e outras coisas desse estilo que implicam um dedicação e uma falta de amor pelo corpinho acima da média... coisas de Ultra.
A gestão de um passeio como o PBP é totalmente individual, embora a companhia de ocasião num evento sem suporte seja imprescindível para se chegar ao fim.
O problema do grupo é tramado… como percebo o Rogério. Eu que só sei pedalar sozinho. Mais do que 1 é uma multidão. "Grupo homogéneos" é coisa que não existe a não ser que o nível seja muito elevado e a óptica seja competitiva ou a distância seja relativamente curta. Por alguma razão se diz que o ciclismo é o desporto onde se está sempre a tentar “espezinhar” quem nos acompanha….
Concordo que sozinho o risco de acidentes é maior. Assaltos na estrada também é algo que já me passou pela cabeça, algumas vezes, é verdade. De noite a coisa é pior mas 80% do Kms que fiz em 2009 foram depois das 18.30… Sozinho e de noite é uma combinação que eu sei que me ajuda nestas coisas das distâncias grandes.
E claro o peso, “os portas de armário”, esses kg que dramaticamente ciclista foge. Verdade seja dito que quanto maior a distância menos dramático é ter uns kgs a mais… desde que não sejam 10 ou 20. A lógica é mais ou menos a mesma para bicicleta que utilizamos, temos de ter pouco peso onde interessa.
O “acordo com as ladeiras” é difícil. Eu por exemplo detesto subir, sei que isto é pouco ciclista pois quem gosta de pedalar geralmente tem o sonho é ir para os Alpes ou Pirineús… (eu nem que me pagassem). O meu sonho é mais o Arizona.
A forma que encontrei para ligar com esse drama que se chama “subida” foi um condicionamento mental ou seja “eu concentro-me para descansar a subir” para depois poder pedalar onde mais gosto…
Se ainda assim quisermos atacar o problema do peso de frente é fácil, mais ou menos fácil, 5 gramas de hidratos de carbono + 1 grama de proteína por Kg por dia, numa alimentação com 20/25% de gordura… muita água, muitos vegetais e daqui a uns meses as ladeiras são acidentes de percurso.... mas continuo a não gostar delas.
Ponto de Situação....

É um exercício difícil e cauteloso pois não gosto de me meter em aventuras para as quais não estou “holisticamente” preparado.
A minha grande preocupação tem sido a economia e eficiência do pedalar. A nível físico não vou melhorar(estou nas antípodas do vinho do Porto… estamos todos aliás…).
Pedalar 20000 kms por ano nunca foi uma hipótese para mim, por um lado acho um desgaste estúpido e desnecessário e por outro tinha de organizar o meu tempo quase em exclusivo à volta da bicicleta.
Para além do plano de treino baseado em W que fui aperfeiçoando… ainda longe do que sabia fazer quando me apoiava exclusivamente na FC. Ainda assim, tenho algum contentamento de conseguir interpretar e perceber o impacto dos números em vez de andar a passear uns gadgets que fazem gráficos apitam e mostram números.
Neste últimos meses tenho dedicado grande parte parte do meu tempo a pedalar num “exercício” realmente esotérico - o problema da economia. Coloca-se de forma determinante perante o facto de estar a ponderar realizar o PBP 2011.
2011 ainda é longe… mas 1200 kms também não é perto.
E como eu não tenho o espírito aguerrido do “no pain no gain”, tenho de lá conseguir chegar de outra maneira. Provavelmente como sempre cheguei, pedalando mais com a cabeça e menos com as pernas.
A eficiência e a economia a pedalar são lixadas…
Cadências baixas 50/60 são tendencialmente mais económicas e eficientes do que quem pedala a >90 rpm…. O que no meu caso me deixa logo em desvantagem.
O que acontece é que pedalando sempre abaixo dos 200W e com RPM abaixo das 60 o consumo de oxigénio é bem mais reduzido que pedalar a >90 RPM ou mais… O teste mesmo sem medir W é fácil. Basta olhar para a FC...
200W é a potência média de um PBP. O valor absoluto é relativamente baixo mas dada a duração estimada de 75/85 horas o caso muda de figura.
O problema da eficiência/eficácia coloca-se quando não se consegue simular este tipo de durações de esforço.
200 W de potência, para alguém bem treinado, durante um par de horas consegue-se pedalando a 50 ou a 90 RPM sem grandes alterações de poupança… E passadas 50 horas?
A longa discussão entre relação inversa entre cadência e economia/eficiência do pedalar é pouco aplicável à ultra-distância.
Mais interessante será perceber o impacto fisiológico da forma como pedalamos e conseguir perceber como é que nos afecta(a parte difícil).
O aumento da FC e da ventilação pulmonar a diminuição do VO2, do outro lado o aumento da economia, do stress muscular, da diminuição da circulação sanguínea e do output cardíaco, ou exactamente o oposto.
Para dificultar o processo adiciona-se a questão do tipo de fibras musculares predominantes em quem consegue pedalar longas distância… Tipo II.
O ditado popular "...não é para quem quer e para quem pode..." resume bem o problema... E claro que... "If you don`t have the legs motivation won`t drive you far...".
A questão é: Quem pode? E com que pernas?
terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010
TREK versus LEMOND versus Lance Armstrong
The lawsuit-countersuit regarded breach of contract allegations involving LeMond's line of bicycles marketed by Trek.
After a preliminary hearing a few months ago, it looked like the case may be headed for a high-profile trial that would involve Lance Armstrong and testimony about doping allegations.
Instead, Trek and LeMond agreed to end their business venture, and Trek agreed to donate $200,000 to LeMond's foundation ..."segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
João Correia - One can chase the dreams

Ciclismo Profissional é coisa à qual dou pouco tempo de antena. Mas este moço merece!
JOÃO CORREIA - Um português que aos 34 se tornou ciclista profissional na equipa de Cervelo Test Team!
Isto só é possível nos EUA certamente !
O mais extraordinário é que à 4 anos este moço pesava 90Kg...
Ora, se existe um americano que quer ganhar a volta a França aos 37, também pode haver um Português que se torne profissional aos 34 Anos!
PS: Obrigado Nuno pela dica.
sábado, 30 de Janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
3195 g de bicicleta = $50000
Nunca percebi muito bem a pancada de ter bicícletas super leves super caras... e super frágeis. Mas o exagero tem graça.
... $15000 de rodas LEW modificadas é no mínimo... digamos... exagerado!
Frame: SPIN Custom by Marc Siebert (677.5g)
Fork: THM custom Scapula SP Tuned by Thomas Mertin (214.0g)
Cranks (incl. BB): THM custom Clavicula by Thomas Mertin (366.7g)
Headset: custom integrated headset (26.7g)
Chain: KMC X10SL Silver (214.8g)
Saddle/seatpost combination: Schmolke seatpost tube w/Speedneedle upper by Jürgen Mikus (the maker of the Tune Speedneedle) (77.0g)
Cables: PowerCordz Derailleur Cordz (for the derailleurs as well as the brakes) / 4.5mm pneumatic hose for housing (15.6g)
Brakes: AX-Lightness Orion, modified by Günter Mai (88.6g)
Front derailleur: Campagnolo Record, customized with carbon parts by Bernhard Langerbein of Bike-Tuning-Parts (28.5g)
Stem: Nordischer Rahmenbau by Oliver Grest (custom length and angle) 110mm x -8deg (53.8g)
Bar: Schmolke custom TLO by Stefan Schmolke (111.3g)
Brake levers: Campagnolo Record, modified by Günter Mai (86.5g)
Chain rings: small ring carbon 36T, big ring alu 50T modified by Günter Mai (69.2g)
Rear derailleur: Sachs Huret, customized with carbon parts by Bike-Tuning-Parts (48.3g)
Skewers: Tune Skyline by Uli Fahl (16.3g)
Chainring bolts: Tune (9.3g)
Pedals: Aerolite Titan, tuned by Günter Mai (65.2g)
Cassette: Recon Alu block 11-16 6speed, 11T sprocket steel – modified by Günter Mai (52.8g)
Shifting levers: BTP carbon downtube shifters (9.0g)
Wheels: Lew custom boron by Paul Lew, modified by Günter Mai (704.4g)
Tires: Tufo Elite 110 (218.0g)
Seat clamp: BTP carbon 34.9mm by Bernhard Langerbein ?(6.0g)
BB cable guide: Campagnolo (2.7g)
Bar tape: Veloplast (only on the top of the bars) (12.3g)
Tire glue & air: (20.0g)
Total:3194.5 g
sábado, 23 de Janeiro de 2010
3Al / 2.5V + Butted wood
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
O Ballet e a Ultra-Distância das 10 Centenas!
Qual a forma mais económica de pedalar? Devo concentrar-me na upstroke ou na downstroke? Qual o ângulo tibio-femural que me é mais natural? Sempre tenho um pedalar de bailarina? As minhas cadências de 95 são de mais para manter a minha estabilidade lombar ou devo começar a adaptar-me algo mais normal?
Tenho bem consciência de que uma coisa é pedalar umas centenas de kms outra é saltar para as 10 centenas. 10 centenas é muita centena e o meu apego ao detalhe pode ser que me facilite a vida... ou talvez não.
Cadência - Já sei que o "normal" é tentar gerar potência na downstroke à ciclista de elite, mas passam-se meses que não olho para o conta kms. Velocidade não é para mim uma obsessão. A minha é chegar, de preferência em bom estado, pois sempre gostei pouco do "há que sofrer para ....."
Realmente cadências altas permitem-me ser mais económico a pedalar.... mas cadências médias de 95 é capaz de ser exagerado para aventuras realmente de outro patamar.... algo a ver!
Altura do selim - Esta referência parece idiota mas a quantidade de gente que vejo a pedalar a dançar em cima dos selins é maioritária. Estou eu, à minha maneira, também nessa maioria a trabalhar para ganhar umas hérnias discais?
Provavelmente é o ajuste que melhor faz o compromisso entre a economia a pedalar, aerodinâmica, prevenção de lesões, fadiga muscular, fluidez de pedalada e claro... potência. Ainda há uns anos media a altura do selim apenas colocando o calcanhar no pedal (a ignorância toca a todos), depois vieram sistemas de Fit que se serviam da altura da perna para também escolher o tamanho do quadro(menos mal pois eram bons pontos de partida). Ainda assim pouco exactos para articulações que querem fazerem as 10 centenas. Um ângulo tibio-femural de 23º/25º concluí-se, depois de muito pedalar, que seria o ponto base. Bem longe dos 15º/20º dos ciclistas mais dedicados às corridas.
Ajuste ao Cockpit Reach e ao seatback também foram efectuados na minha bike habitual, a King Zing (a minha bicicleta das aventuras do PT na Vertical) estava na medida exacta, ao milímetro. Afinal sempre foram algumas noites de volta dos milímetros do quadro e componentes. A prova de que santos da casa também fazem alguns milagres.
Há quem acredite que o tamanho não importa mas parece que agora começa a existir o convencimento de que importa mesmo...
Afinal porque será que tudo quanto é componente é feito ao milímetro e não no “mais ou menos”? O difícil é aplicar o papel milímetrico ao nosso corpinho pouco dado a milímetros, mas tentar não custa.
E esta fase começou com uma aula de Ballet... estranho não?
quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Bike Fit - Take 2 na Cinelli
segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
Flexibilidade = Nova Posição

Este inverno, aproveitando o tempo pouco interessante que se tem sentido decidi entre outros aspectos tidos como pouco ciclisticos aumentar de forma determinante a minha flexibilidade.
Nas minhas Aventuras Verticais uma das coisas que me incomodava sempre, a par do estômago, mas isso é outra história, era a zona cervical. Percebi depois que o problema estava um pouco mais abaixo.
A minha base de flexibilidade não era péssima mas andar de bicicleta nunca foi um desporto que naturalmente contribui para este objectivo... e os alongamentos previnem lesões e a recuperação muscular mas só por si não permitem grandes aumentos de flexibilidade.
Conclui que a posição na bicicleta, especialmente para se pedalar distâncias grandes, depende muito da flexibilidade de 2 grupos musculares os isquiotibiais e da zona lombar(menor novidade). Uns e outros permitem variar a posição de pedalar(especialmente verdade para adeptos de selins planos) e "aguentar" a posição pouco anatómica que caracteriza o andar de bicicleta.
O ponto é base é:
Se não se consegue pousar as palmas da mãos no chão sem dobrar os joelhos... então há pedalar menos e alongar mais. Os adeptos das posições radicais (baixas) também conseguem mais facilmente andar nos drops do guiador (sem muito desconforto).... maravilhas simples!


















